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A luz do amor. [e a forma de dizer até qualquer dia]




É noite já. O rádio não pára de suspirar a voz quente do fadista. ‘Ando na vida à procura de uma noite menos escura que me traga o luar do céu. De uma noite menos fria em que não sinta a agonia de um dia a mais que morreu’. Volto a ouvi-lo agora que conto o tempo para o teu regresso. O calendário que não tenho diz-me que falta apenas um dia. Mas a saudade arrasta os minutos e inventa o sono para eu atravessar a escuridão mais depressa. Como quando ainda não tinha cruzado a Europa para acabar nos teus braços naquela noite quente de Verão. Ouvia este mesmo CD todas as noites, a janela aberta como agora, e o cruzar de dedos para que a noite voasse só para eu te encontrar em mais uma carta na manhã seguinte. Começavam então, precisamente aí, as noites menos escuras.
..

[porque elas, as tais noites menos escuras, são vividas fora deste ecrã de computador, esta é também uma forma de dizer que este blog termina aqui, com uma música que me há-de provocar sempre vontade de fugir para os teus braços. porque ao teu lado todas as coisas são possíveis]

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